BABEL

Uma das peças mais simples da mobília, a mesa é um objeto rico em simbolismo dentro da vida privada e social do homem. Multiutilitária por essência, muito acontece ao seu redor: o alimento, o trabalho, os estudos, as reuniões, os jogos, as festas. Quanto maior é a mesa, mais elevada é a sua capacidade de agregar funções e objetos, pessoas e eventos, mais ela conforma espaços. Quanto menor, mais facilmente adequa-se aos ambientes, mais individual e específico é seu uso.   A partir da ideia de que as atividades realizadas sobre uma mesa estão diretamente relacionadas à sua dimensão, o projeto propõe a replicação de uma matriz em diferentes escalas, na busca da exploração unitária e coletiva das peças. Uma série de oito mesas iguais na forma e diferentes nas dimensões são espalhadas, ladeadas, enfileiradas, sobrepostas, entrelaçadas, a fim de gerar novas possibilidades de uso e configuração do conjunto. 
A série sugere uma reflexão sobre utilidades, escalas e transformações. E nas possibilidades das composições, acontece o inesperado: o objeto assume um caráter escultural, arquitetônico.

A instalação foi apresentada na Design Weekend São Paulo 2014, para exposição com tema ‘Multifuncionalidade’.  Durante a exposição, as composições foram alteradas para a apresentação das possibilidades, dando ênfase ao caráter impermanente do projeto.

Materiais

Madeira tingida

Dimensões

Variadas

Ano

2015

Fotos

Marcos Mendes

Marcellus de Lemos